Florianópolis – Floripa, a Ilha da Magia
Você conhece a Ilha da Magia??
Florianópolis recebe o apelido de “Ilha da Magia” por conta das lendas e contos que estão relacionados à história da cidade. Além disso, a abundância de belezas da região, como praias, montanhas, parques, trilhas e cachoeiras também fazem com que o apelido seja atribuído à ilha.
As lendas de Florianópolis envolvem bruxas, amores proibidos, lobisomens e fantasmas. Contadas através dos habitantes, as histórias ficaram populares e se tornaram parte da cultura popular da ilha. A seguir, você conhecerá as principais lendas que fazem parte da Ilha da Magia (texto Gabriela Azevedo).
As bruxas são protagonistas das lendas mais conhecidas de Florianópolis e influenciaram diretamente na atribuição do apelido “Ilha da Magia” à cidade. As histórias das bruxas eram muito contadas pelos primeiros colonizadores da ilha, os açorianos. Uma das lendas conta a história das bruxas que decidiram realizar uma festa nos moldes da alta sociedade. A comemoração teria acontecido na Praia do Itaguaçu, na área do Continente de Florianópolis, e lobisomens, vampiros e os mitos indígenas foram convidados. No entanto, por cheirar a enxofre, o diabo não foi convidado. Por isso, ele teria transformado as bruxas em pedra. De acordo com a lenda, as pedras na praia são bruxas após a punição.
Bruxas de pedra da Praia do Itaguaçu
O livro ‘Lendas da Ilha de Santa Catarina’, escrito por Bebel Orofino e Gelci José Coelho, conta sobre as bruxas brincalhonas que moravam na ilha. Conforme as lendas, as bruxas faziam nós nas crinas dos cavalos e os roubavam para voar com eles durante a noite. Uma das lendas também fala das bruxas que roubavam barcos de pescadores e os levavam para outras ilhas da região. Mulheres benzedeiras eram consideradas bruxas e também foram excluídas e até mesmo punidas por conta da visão patriarcal e sexista da época.
A Lagoa do Peri e a Lagoa da Conceição são locais muito visitados na ilha por turistas que desejam conhecer as belezas naturais da cidade. O que muitos não sabem é que o nome desses pontos turísticos está relacionado com uma lenda de um amor proibido. Peri era um indígena, filho de um cacique, que se apaixonou por Conceição, uma bruxa da ilha. Ao contrariarem a proibição estabelecida pela aldeia de Peri e pelas bruxas companheiras de Conceição, os dois continuaram a se encontrar. Ao descobrir sobre a transgressão, as bruxas lançaram uma maldição em Peri, o transformando em uma lagoa de água doce, no sul de Florianópolis. Por conta da sua tristeza profunda por perder o seu amor, Conceição teria chorado tanto que suas lágrimas criaram a Lagoa da Conceição, feita de água salgada.
Lagoa do Peri
Lagoa da Conceição
A lenda contada no Norte de Florianópolis conta sobre uma luz misteriosa que aparece para os pescadores que navegam próximos à Ponta da Bota. As versões desta lenda falam que o ponto brilhante, de coloração vermelha, seria o espírito de um antigo pescador que se afogou ou de um padre que morreu e, agora, sua alma vaga perdida pela região.Há também histórias que contam de um antigo faroleiro que desapareceu após ver esta luz misteriosa em uma das praias da região.
Segundo as lendas, o lobisomem de Ratones seria um homem amaldiçoado pelas bruxas de Florianópolis, e, ao se transformar em todas as noites de lua cheia, atacava os moradores da região no Norte da ilha. O lobisomem pode ser o primeiro ou o sétimo filho de um casal. Para acabar com a maldição, é preciso bater na cabeça do animal ou o filho mais velho deve batizar o mais novo. Uma das versões mais populares desta lenda conta a história de uma mãe que dava banho no filho. Todas as noites, um cachorro aparecia para incomodar a mulher e acabou mordendo um pedaço de sua saia. A mulher, com raiva, teria batido na cabeça do animal para afastá-lo. No dia seguinte, a mulher teria encontrado o marido dormindo com pedaços da sua saia nos dentes, descobrindo que ele era o animal.
As lendas da ilha de Anhatomirim contam sobre um lugar assombrado com fantasmas. Segundo as histórias, as assombrações que perambulam pela ilha são de pessoas mortas no local após a Revolução Federalista, quando mais de 180 pessoas foram fuziladas. A lenda diz que quem visita a ilha de Anhatomirim — “pequena ilha do diabo, em tupi —, pode ouvir os gritos dos fantasmas à noite.
Ilha de Anhatomirim
Mesmo que muitas lendas sobre a cidade tenham sido esquecidas e não sejam mais conhecidas, o nome “Ilha da Magia” continua sendo usado por conta das paisagens naturais presentes na região.
Hino de Florianópolis – Rancho do amor à ilha (poeta Zininho)
O Rancho de Amor à Ilha é o hino oficial da cidade de Florianópolis. Seu autor é Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho, compositor famoso na cidade. A canção é, desde seu lançamento, bastante popular e simbólica para a cidade.
Em outubro de 1964, Paulo Gonçalves Weber Vieira da Rosa, o General Vieira da Rosa, tinha sido nomeado pela Ditadura Militar como prefeito de Florianópolis. O regime militar e o aumento de impostos municipais tinham feito a popularidade do prefeito cair na cidade. Luiz Gonzaga de Bem, assessor de imprensa da prefeitura, foi encarregado de criar algo espontâneo e de boa repercussão para marcar positivamente o mandato do prefeito. Em conversa com Donato Ramos, surge a ideia de fazer um concurso.
Foi anunciado então o concurso “Uma Canção para Florianópolis” em 1965, com Luiz Gonzaga de Bem sendo o encarregado da prefeitura e Donato Ramos, com a agência A.S. Propague, para coordenar, produzir e apresentar o concurso. Mais de 200 músicas foram inscritas, muitas de fora de Santa Catarina. Cláudio Alvim Barbosa, o poeta Zininho, artista consolidado na cidade, só participou após ser pressionado por amigos como Adolfo Zigelli e pelo próprio General Vieira da Rosa, inscrevendo o “Rancho do Amor à Ilha” no último dia possível.
A canção de Zininho ficou em primeiro no concurso, com José Cardoso, o Professor Zequinha, em segundo com “Florianópolis, meu Torrão”, “Cidade Mulher”, de Abelardo de Souza, em terceiro e “A Ilha”, de Altair Debona Castelan, em quarto. Neide Maria Rosa, intérprete principal das canções de Zininho e uma das maiores cantoras catarinenses de todos os tempos, interpretou tanto “Rancho do Amor à Ilha” quanto “Cidade Mulher” na competição.
Apesar de ter sido registrada como “Rancho do Amor à Ilha” no concurso, a canção foi um sucesso popular e ficou conhecida erroneamente como “Rancho de Amor à Ilha”.
Foi oficializada como hino de Florianópolis no Projeto de Lei nº 877 de 27 de Agosto de 1968, do vereador Waldemar Joaquim da Silva Filho (Caruso) e sancionada pelo prefeito Acácio Garibaldi Santiago. Nesse mesmo ano, Antunes Severo e Rozendo Lima apresentam ao prefeito e ao secretário de Turismo e Comunicação, Luiz Henrique Tancredo, um projeto para gravar em disco a música. Para isso, Zininho contrata os Titulares do Ritmo e o Maestro Carlos Castilho, de São Paulo, para a gravação da canção, mais uma vez interpretada por Neide Maria Rosa.
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Estamos em uma ilha, temos 42 belas praias para visitar.
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